Quando
entramos na página dedicada pela Academia Brasileira
de Letras a seu mais famoso membro, nos deparamos com um
visual muito charmoso, que lembra a mesa de um literato
ou de um estudioso dedicado, tudo num tom esmaecido, como
a lembrar uma página de um livro antigo. Tudo inspirando
o visitante a continuar seu passeio pela página em
questão.
Há links para os outros setores da Academia virtual
onde podemos conhecer um pouco mais da História
dessa instituição, obter informações
a respeito dos outros Imortais, acessar
a Biblioteca e verificar o acervo eletrônico
disponibilizado (onde poderemos encontrar desde obras publicadas
pela Academia, coleções particulares que pertenceram
a alguns dos notáveis e a obra completa de todos
os escritores que fazem ou fizeram parte do quadro de "sócios"
desse restrito "clube literário"), ficar
sabendo um pouco sobre a Livraria Acadêmica
(falta a eles ingressar no webcomércio, assim interessados
do país inteiro poderiam comprar obras importantes
da literatura nacional disponíveis apenas para quem
pode visitar a Livraria no Rio de Janeiro!), visitar o Centro
de Memória (onde estão sendo mantidos
e preservados os acervos de livros, objetos pessoais e documentos
que contam um pouco da vida da própria Academia,
de seus membros e do país). Ainda
como link encontramos uma conexão chamada Língua
Portuguesa, que nos leva para uma página
onde encontramos textos que estudam e discutem a nossa língua,
o Português, elaborados por especialistas; para não
fugir a regra dos bons canais de informação
da internet, há uma conexão de divulgação
de Eventos e Notícias.
Ser introduzido a Machado de Assis por Lygia Fagundes Telles
("Apresentação de Machado de Assis")
é um grande presente da Academia as pessoas que demonstram
interesse e apreciam literatura, afinal de contas, Lygia
é outro nome de grande envergadura em termos de produção
literária no Brasil. Esse texto nos coloca frente
a frente com um homem que representa, com enorme grandeza,
o que de mais fino, inteligente e irônico foi criado
em termos de personagens, descrição de paisagens,
tramas e retratos de época.
Machado
seria considerado um gênio universal se por acaso
tivesse nascido na Inglaterra ou na França, não
que, com isso, estejamos menosprezando o Brasil (que como
grande paixão de todos nós, muitas vezes criticamos
com ardor, com veemência, parecendo um pouco inclementes,
mas que, no fundo queremos ver ocupando, cada vez mais,
um lugar de destaque no cenário internacional), o
que queremos é colocá-lo, enquanto escritor,
no panteão a que pertence, ao lado de outros imortais,
mais celebrados e divulgados que nosso escriba eterno.
Outros artigos, escritos por analistas competentes e renomados
(Ubiratan Machado e Eduardo Portella), completam essa introdução
ao grande escritor que foi Machado de Assis comparando-o
a gigantes do porte de Proust, Dostoievski, Thomas Hardy
ou Balzac.

Nos
é dada a oportunidade de conhecer um pouco da bibliografia
do escritor através de um Link que nos faz encontrar
informações acerca da obra completa de Machado
de Assis, uma das grandes vantagens para quem está
estudando Machado de Assis é perceber que as obras
são comentadas por analistas.
Entre
as obras machadianas no entanto, uma acaba tendo maior destaque
do que as outras, sendo a mesma, "Dom Casmurro".
Por esse motivo, há uma página dedicada somente
a introdução e análise da referida
obra. Seria interessante que outros livros pudessem ter
um tratamento semelhante, já que, no todo, a obra
de Machado é referencial para a literatura brasileira.
Apesar de disponibilizar importantes recursos para quem
se interessa por literatura e, principalmente por Machado
de Assis, a página da Academia carece de uma renovação
mais constante de conteúdo (aos textos produzidos
por especialistas poderiam ser incorporados estudos, teses
ou monografias sobre os escritores ou a respeito de suas
obras) e de informações sobre os demais membros
desse seleto grupo de escritores brasileiros (há
outros nomes que mereceriam essa homenagem por suas obras
que os tornam imortais!).
Para quem quer travar um primeiro contato, que referências
melhores poderiam ser obtidas? A partir daí, o indicado
é mergulhar nos livros de Machado e descobrir as
delícias de sua prosa por conta própria. Boas
leituras.
João
Luís Almeida Machado
Mestre em Educação, Arte e
História da Cultura (Universidade Presbiteriana Mackenzie,
em São Paulo); Professor universitário atuando
na Faculdade Senac em Campos do Jordão; Professor
de Ensino Médio e Fundamental em Caçapava,
SP; Colunista para assuntos de Educação no
Portal Planeta Educação
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para:
profjoaoluis@planetaeducacao.com.br