Para
gostar de ler (escrever, compreender, analisar,...)
Biblioteca Virtual do Estudante Brasileiro
www.bibvirt.futuro.usp.br
Um
dos maiores pecados cometidos por nossos alunos atualmente
é o distanciamento que mantém em relação
aos livros. Muitos alegam que não gostam de ler,
outros que lhes faltou estímulo, há ainda
queixas quanto ao preço dos livros ou da falta de
informações sobre que títulos podem
ser indicados. Os professores e as escolas também
tem uma parcela considerável de responsabilidade
nessa questão por não se empenharem de forma
constante em projetos que aproximem os estudantes dos livros
desde a mais tenra idade. Seria fundamental que as crianças,
ainda na educação infantil se afeiçoassem
aos livros para que, no futuro se tornassem leitores não
por imposição, mas, por prazer.
Esse
trabalho cabe também aos pais, ao governo através
de suas propostas na área de educação
e, a sociedade civil. Se todos tem interesse em que o país
seja, no amanhã, uma pátria de progresso e
justiça social, cabe investir pesado em educação
(isso, aparentemente, todos consideram elementar e básico).
Educação sem grandes esforços na capacitação
de nossas crianças e adolescentes quanto a leitura
não redunda em resultados que sejam, obviamente,
concretos e seguros de que estamos caminhando na direção
desse tão sonhado futuro.
Vários
artigos e pesquisas divulgados pela mídia recentemente
tem alardeado que nossos estudantes, a nível universitário
tem preguiça de ler e, consequentemente, dificuldades
no exercício dessa atividade (o que redunda em problemas
de compreensão, interpretação, análise,...).
Como professor universitário tenho percebido que
esses dados conferem com a realidade, os estudantes tem
lido muito pouco, escrevem mal e carecem de argumentos em
suas elaborações. Vários tem, inclusive,
dificuldades para acompanhar as aulas por conta da precariedade
de sua formação anterior, principalmente por
conta da falta de atividade na área de leitura!
Com
o advento da internet, uma das dificuldades tem sido superada,
o acesso a um bom número de livros foi facilitado
pelo surgimento dos acervos disponibilizados por sites especializados.
Entre esses, deve-se dar especial credibilidade ao trabalho
realizado pela Universidade de São Paulo, através
de sua Biblioteca Virtual
do Estudante Brasileiro (www.bibvirt.futuro.usp.br).
Entre
as principais qualidades dos acervos eletrônicos,
como no caso da Biblioteca Virtual da USP, encontra-se a
possibilidade de entrarmos em contato com obras literárias
clássicas, material didático de várias
disciplinas escolares, imagens, sons, acesso a sebos ou
a livrarias virtuais e indicações de outros
endereços onde podemos acessar material não
encontrado no site onde estamos navegando.
Ao
entrarmos na homepage da Biblioteca
Virtual do Estudante Brasileiro podemos
ver na parte superior da tela, em amarelo, links que nos
conectam aos setores do site onde podemos encontrar Textos,
Imagens, Sons, uma sessão dedicada
a assuntos específicos (denominada Especiais),
o Projeto Gutenberg,
um setor onde podemos encontrar softwares educativos para
download (chamada de Programas),
dicas adicionais onde podemos encontramos links para sebos
e outras bibliotecas virtuais (Etcetera),
além de dados sobre o site, mecanismo de busca de
informações, e um link de ajuda para o internauta.
O
que nos interessa são os acervos, por isso, vamos
a eles. No setor de Textos,
encontramos vários clássicos da literatura
brasileira e portuguesa, obras de escritores como Aluísio
de Azevedo, Padre Antônio Vieira, Castro Alves, Eça
de Queirós, Euclides da Cunha, Camões, Machado
de Assis e outros grandes expoentes da produção
escrita em língua portuguesa. Há obras do
quilate de “O Cortiço”, “Cartas
Chilenas”, a Carta de Pero Vaz de Caminha, “Dom
Casmurro”, “Iracema”, “Os Lusíadas”
e “Os Sertões”, além de muitas
outras. Os textos podem ser baixados da internet em download
ou lidos a partir do próprio site (o aconselhável
é que o internauta faça o download e depois
imprima o material).
No
setor de Imagens
podemos encontrar pinturas e desenhos de Jean Baptiste Debret,
que retratam o Brasil das primeiras décadas do século
XIX (material importantíssimo que, inclusive, ilustra
a maior parte dos livros de história de nosso país);
fotografias de frutas
típicas de nosso país, que incluem desde as
mais tradicionais como a banana ou a laranja até
variedades típicas de determinadas regiões
como o cupuaçu ou o murici (as fotos foram extraídas
do livro “Frutas no Brasil”, de Helena Tassara
e Silvestre Silva); ilustrações de aves
brasileiras como o pica-pau de banda branca, garças,
pombos, rolinhas e outras espécies próprias
de nosso habitat; novo acervo fotográfico (além
daquele das frutas), dessa vez voltando suas atenções
para outra peculiaridade nacional, os instrumentos
de percussão típicos de nossa cultura, como
os muito conhecidos pandeiro e cuíca ou, ainda, outros
menos divulgados como o agogô e a zabumba; finalizando,
imagens de algumas personalidades
destacadas do cenário político nacional como
Getúlio Vargas, Oswaldo Aranha e Luís Carlos
Prestes (esse setor poderia ser ampliado, muitos personagens
destacados, principalmente da área da cultura e do
setor público estão de fora!).
No
setor destinado aos Sons,
encontramos reproduções de instrumentos
musicais (como o surdo, o pandeiro, o reco-reco,...), de
sons da natureza
(com trechos extraídos na Amazônia, na Floresta
Atlântica, no Pantanal,...) uma vozoteca
(com trechos de entrevistas ou discursos de personagens
notórios da política brasileira) e um setor
dedicado a outros
sons (onde encontramos um trabalho dedicado a literatura
de cordel).
O
link que nos leva ao Projeto Gutemberg,
de alcance internacional, nos permite acessar textos de
grandes autores clássicos de literaturas tão
importantes quanto a espanhola, a inglesa, a francesa, a
italiana ou a norte-americana. Ao alcance de um toque no
mouse você pode encontrar Cervantes, Edgar Allan Poe,
Mark Twain, Shakespeare, Dante ou mesmo a Bíblia.
Esses acervos são disponibilizados em inglês.
Além
disso tudo, há ainda uma página dedicada aos
Parâmetros Curriculares Nacionais, ao vestibular e
aos conteúdos do ensino médio (disponibiliza-se
o acervo do telecurso 2000 de todas as disciplinas); além
disso, há trabalhos interessantes na conexão
do telecurso, dedicados a temas como a Capoeira, o Cordel,
a Declaração dos Direitos da Criança,
a Coleção Pensar (voltada para a filosofia
para as crianças), o Rio de Janeiro do final do século
XIX até a década de 1960 através de
artigos de jornal, a Constituição,...
É
com grande satisfação que escrevo esse artigo,
destaco que contribuições como essa são
fundamentais para o crescimento do país e para a
preservação de sua cultura. Imperdível.
Material de apoio fundamental. Página de grande qualidade
para quem estuda ou dá aulas. Passe por lá!
João
Luís Almeida Machado
Mestrando em Educação, Arte
e História da Cultura (Universidade Presbiteriana
Mackenzie, em São Paulo); Professor universitário
atuando na Unitau (Universidade de Taubaté) e na
Faculdade Senac em Campos do Jordão; Professor de
Ensino Médio e Fundamental em Caçapava, SP;
Colunista para assuntos de Educação no Portal
Planeta Educação (www.planetaeducacao.com.br).
Comentários, sugestões e críticas.
Envie e-mails para:
profjoaoluis@planetaeducacao.com.br