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Em
uma de suas edições lançadas ao longo
do ano de 2002, o caderno Folha Sinapse abriu suas páginas
com uma reportagem entitulada "Feliz da Silva",
em que busca a resposta para a pergunta "O que é
felicidade", um dos maiores questionamentos da humanidade.
A reportagem procura desenvolver uma reflexão sobre
o tema em que "filósofos, escritores, economistas,
religiosos, o novo governo e o cidadão" pensem
sobre o tema e apresentem suas perspectivas em relação
ao mesmo.
Felicidade,
procurando também participar dessa enquete, é
(entre tantas outras maravilhas que podemos viver...) poder
acessar nas páginas de um jornal diário ou de
um site da internet, artigos e matérias que nos permitam
aprender, expandir nossos conhecimentos e discutir propostas
que possam ajudar a melhorar a educação e a
cultura em nosso país.
Ao
se preocupar em suas páginas (do jornal ou eletrônicas)
em disponibilizar matérias que procuram sensibilizar
professores, alunos, pesquisadores e público em geral
para temas tão aparentemente distantes da educação,
no entanto, marcadamente notórios dentro da renovação
pela qual passam as escolas do Brasil, a Folha de São
Paulo nos mostra como está na vanguarda da produção
cultural e editorial em nosso país (e, no mundo, levando-se
em conta tudo aquilo que esse jornal tem feito, não
devendo nada aos melhores veículos jornalísticos
dos centros mais importantes do planeta, na Europa ou nos
Estados Unidos).
Discorrendo
em suas páginas sobre milhagem cultural, a importância
da formação universitária no mercado
de trabalho, alfabetização digital, obras clássicas
como "Os Sertões" ou "Dom Quixote",
o estudo da língua espanhola ou ainda sobre o próprio
cérebro, o caderno sinapse (e sua versão eletrônica),
atualizam debates e proporcionam chance real de "lubrificação
das engrenagens" e "atualização do
mecanismo" intelectual de todos aqueles que trabalham
ou se interessam pela educação e pela cultura.
Visitem o site (www.folha.com.br/sinapse), confiram por si
mesmos e depois, percebam como os textos podem nos abrir possibilidades
e crescimento.
Caminhos
1-
Ao entrar no site, seu primeiro encontro será com
a última edição do suplemento lançado
pelo jornal. Como a publicação tem caráter
mensal, a quantidade de matérias lançadas
é suficiente para que você gaste algum tempo
lendo-as. Praticamente todas elas são muito interessantes
quanto ao tema e estilo de redação. O internauta/leitor
não irá se cansar. Aconselho no entanto, que
o visitante procure trabalhar com um tema de cada vez, sem
pressa, degustando cada texto e explorando ao máximo
as idéias neles contidas.
2-
Ao lado das matérias veiculadas na última
edição aparece um menu indicativo das opções
disponíveis no site. De visual muito simples, sem
grandes efeitos e opções "pirotécnicas",
o site Folha Sinapse pode desagradar quem está atrás
do uso acentuado de recursos e mídias. Dá-se
ênfase aos textos bem escritos e a um conteúdo
de valor para os interessados em cultura e educação
(entre outros assuntos, já que os artigos podem ser
transpostos para outras realidades ou ambientes, como o
comercial ou o administrativo).
3-
No menu de opções preste especial atenção
as seguintes orientações:
a)
Todas as possibilidades de acesso se referem a seções
do jornal, constituídas portanto, por artigos que
foram disponibilizados na versão impressa, em colunas
que possuem o mesmo nome. Títulos como "Página
Inicial", "Para conhecer", "O Caminho
das pedras" ou "Leituras cruzadas" escondem
pequenas pérolas que podem nos inspirar na busca
de caminhos alternativos em nossa prática profissional
(Ao abrir uma das páginas, nomeada "Leituras
Cruzadas", encontrei um artigo que fala das possibilidades
que se encerram na utilização da literatura
infanto-juvenil para despertar a curiosidade, a imaginação
e o gosto pela leitura entre as crianças e os mais
jovens).
b)
Os acessos a colunas fixas, de autoria de Gilson Schwartz,
Rubem Alves e Gilberto Dimenstein constitue outra ferramenta
de grande valor. Tratam-se de autores de reconhecida capacidade
e inteligência, que escreveram livros memoráveis
e artigos de grande qualidade, que tem demonstrado envolvimento
e paixão pelas temáticas culturais e educacionais.
Seus artigos esbanjam bom-senso, informação
atualizada, sensibilidade, bom-humor (em determinados
casos) e engajamento.
c)
O canal "Arquivo" é de grande utilidade
e importância para o internauta, ele nos conduz
aos artigos das edições anteriores, onde
pode-se encontrar material de primeira qualidade. Confiram.
Pontos Fortes do Site
a)
A variação de temas e as possibilidades de
conexões que podem se estabelecer entre os artigos,
a educação e a cultura em geral.
b)
O alto nível dos artigos, escritos com inteligência
e sendo formulados com base em pesquisas e levantamentos
que lhes conferem credibilidade.
c)
A presença de notáveis como Rubem Alves e
Gilberto Dimenstein entre os articulistas.
d)
A preocupação de ampliar as discussões
sobre os temas, abrindo para a contribuição
de especialistas, pesquisadores, estudiosos e dos próprios
cidadãos.
O
que pode melhorar...
a)
O site poderia oferecer alguns recursos adicionais para
os internautas, não se limitando tanto aos artigos
da publicação impressa.
b)
A indicação de sites de apoio e pesquisa seria
interessante para realizar verdadeiras sinapse on-line.
c)
Espaço para enquetes sobre os temas e pesquisa on-line
para descobrir os temas das futuras edições
seriam muito apropriadas.
| Para
os educadores
Refletir,
refletir e refletir. Repensar nossas práticas
educacionais e adequá-las a novos contextos.
Estudar incessantemente e atualizar-se diariamente.
Quem, entre nós, educadores, ainda não
escutou colocações como essas?
Torna-se
imprescindível que façamos isso não
apenas em favor da preservação de nossos
empregos ou por melhores condições de
empregabilidade. É fundamental para que possamos
nos situar melhor no mundo em que vivemos e para que
consigamos criar canais de comunicação
mais efetivos com nossos alunos e com a comunidade na
qual estamos inseridos.
Mas,
como fazer isso? Que ferramentas podemos utilizar? Que
caminhos devemos seguir?
Fazemos
parte de uma geração privilegiada, temos
a informação ao alcance de nossas mãos.
Seja através da internet ou de jornais, seja
pelos livros (que apesar de caros, podem ser obtidos
em bibliotecas), seja por publicações
especializadas em educação, cultura e
ciência, não podemos reclamar da falta
de oportunidades, devemos usufruir das mesmas.
Sites
(ou publicações periódicas) como
a Folha Sinapse contribuem decisivamente para que possamos
realizar aquilo que se espera de nós, ou seja,
melhorar constantemente para que, no ensejo de nossos
esforços, a educação brasileira
também se aperfeiçoe. |
João
Luís Almeida Machado
Mestrando em Educação, Arte e
História da Cultura (Universidade Presbiteriana Mackenzie,
em São Paulo); Professor universitário atuando
na Unitau (Universidade de Taubaté) e na Faculdade
Senac em Campos do Jordão; Professor de Ensino Médio
e Fundamental em Caçapava, SP; escreve semanalmente
na coluna Cinema e Educação do Portal Planeta
Educação (www.planetaeducacao.com.br) |