Uma
Viagem no Túnel do Tempo
Historianet
www.historianet.com.br

Criação
do Homem, da Capela Sistina, obra de Michelângelo.
Imagem disponível no site Historianet.
Link: http://www.historianet.com.br/main/mostraconteudos.asp?conteudo=191
Quem
somos? De onde viemos? Para onde vamos?
Invariavelmente
as pessoas se perguntam sobre suas origens, seus
antepassados, as bases de sua cultura; querem
entender por que o Brasil e o Mundo estão
vivendo situações de crise ou de
prosperidade; buscam explicações
para medidas tomadas pelo governo de seus países
e para resoluções tomadas por organismos
internacionais; fazem levantamentos de estatísticas,
gráficos, mapas e imagens para melhor
identificar fenômenos sócio-econômicos
ou políticos; querem saber de onde surgiram
os grandes homens que brilharam e continuam a
fazer sucesso com suas obras espetaculares na
literatura, nas artes plásticas, no esporte,
na política,...
As
gerações nascidas depois da década
de 1970 não devem se lembrar, mas a partir
desse período no Brasil, foi ao ar uma
série televisiva que acabou se tornando
um marco, um verdadeiro cult, a despeito de se
tratar de uma produção kitsch aos
olhos dos espectadores atuais (como praticamente
todas os "enlatados" televisivos norte-americanos
produzidos entre os anos 1960 e 1970, como "Batman",
"Terra de Gigantes", "Perdidos
no Espaço", "A Feiticeira"
ou "Jeannie é um Gênio").
Essa
série era "O Tunel do Tempo"
(Time Tunnel) e nos contava a história
de um projeto secreto do governo norte-americano
que havia criado uma máquina do tempo,
através da qual dois jovens cientistas
haviam sido acidentalmente enviados para eventos
históricos notáveis nos quais acabavam
se encontrando com grandes personagens como Cleópatra,
Júlio César, Napoleão ou
Hitler. A cada novo episódio, ao tentarem
resgatar os dois cientistas das terríveis
situações em que acabavam se envolvendo,
a equipe que operava os equipamentos acabava
transferindo os mesmos para outro período,
no qual novas aventuras e situações
inusitadas aconteciam.
Foi
um grande sucesso. Todos que assistiram os episódios
se encantavam com a possibilidade de viajar no
tempo, de conhecer a Europa Medieval ou de participar
da Independência dos Estados Unidos.

Página do site
historianet
dedicada ao Império Romano.
Ao
estudarmos história, lendo livros, assistindo
aulas, pesquisando em bibliotecas ou navegando
pela internet, estamos tentando refazer a rota
dos personagens principais do seriado "O
Tunel do Tempo", ao mesmo tempo em que desejamos
responder as várias questões apresentadas
no início desse texto. Sabemos da importância
da história, pois percebemos que através
de experiências passadas aprendemos o que
pode funcionar e o que nos encaminha para erros
que, em virtude dessa experiência, podem
ser evitados (por mais que isso possa parecer
um autêntico "chavão").
Um
exame minucioso da história nos coloca
em contato com a formação dos povos
e de suas culturas; evidencia nosso desenvolvimento
material; retrata as relações entre
as pessoas e os povos; descreve a forma de organização
adotada pelos governos; apresenta o cotidiano
de homens e mulheres em diferentes contextos
e situações; nos desloca para impérios,
guerras, mosteiros, tribos indígenas,...;
nos põem frente a frente com pensadores,
cientistas, artistas, literatos,...
Infelizmente
ainda não temos uma verdadeira máquina
do tempo que nos permita encontrar Martin Luther
King, Santos Dumont ou Jesus Cristo. Ainda não
conseguimos superar a ficção e
firmar viagens que confirmem as teorias de Einstein.
Apesar da magia do cinema, dificilmente conseguiremos
assistir uma corrida de bigas no Coliseu ou ver
de perto uma pessoa sendo queimada pela Inquisição
nas praças da Espanha ou de Portugal dos
séculos XV e XVI.
Já
que não temos essa tecnologia, que tal
viajar pela história nos livros e na internet?
Nesse campo já conseguimos superar distâncias
e tempo e entrar em contato com os primeiros
cristãos, com a expansão marítima
que trouxe os europeus para a América
ou mesmo acompanhar a corrida espacial dos anos
1960-1970. No que se refere a possibilidade de
uma viagem por histórias tão fascinantes
quanto essas na web, que tal preparar suas "velas"
e navegar pelo Historianet?

Manifestação cívica
enaltecendo o presidente Getúlio Vargas,
o "pai dos
pobres". Imagem disponível no site
Historianet no link http://www.historianet.com.br/main/mostraconteudos.asp?conteudo=351.
Os Caminhos
Há
várias boas qualidades no site Historianet,
entre as quais podemos destacar:
1-
A atualização constante,
que permite que o acervo de artigos, imagens,
mapas e informações seja atualizado
constantemente, aumentando as possibilidades
de pesquisa por parte dos estudantes e professores
interessados.
2-
O índice no alto da página do historianet
nos permite localizar com facilidade as áreas
de maior interesse para a nossa pesquisa, dentro
da História do Brasil (Colônia,
Império ou República), História
Geral (Pré-História, Antiguidade,
Medieval, Moderna e Contemporânea) e História
da América (Pré-Colombiana ou Indígena,
Colonial, independente e Contemporânea).
3-
Além desse índice, o internauta
pode ainda utilizar-se de um outro, localizado
logo abaixo do anterior, onde encontrará
áreas dedicadas a História Temática,
História da Arte, Atualidades, Vestibulares,
Notícias, Livros, Cinema, Biografias e
Mapas.
4-
O cadastro gratuito permite que o internauta
receba regularmente as atualizações
do acervo do historianet.
5-
Sempre estão disponíveis um Fórum
para debates entre os internautas, enquetes e
um mecanismo de busca por assuntos.

Filmes como "Senta
a Pua" e obras arquitetônicas como
a Catedral de Santiago de
Compostela (um exemplo do Barroco), tem destaque
no site historianet
nas áreas de Cine História e História
da Arte.
Aos Professores
A
história é uma constante. Está
presente em todas as áreas do conhecimento,
mesmo naquelas que se pretendem independentes
de sua influência. É de fundamental
importância que ocorra uma utilização
mais constante das lições da história
em todas as disciplinas, mesmo naquelas que lutam
contra o irresistível fascínio
que a história exerce sobre todos nós,
professores, alunos e comunidade em geral.
A
incorporação da história
às aulas de literatura, português,
matemática, física ou biologia
pode facilitar a compreensão dos alunos,
estimular a curiosidade, aproximar o educando
dos conceitos ensinados em cada uma dessas disciplinas,
localizá-lo quanto a importância
e a influência de descobertas científicas,
obras literárias de grande envergadura,
cálculos e fórmulas matemáticas
ou avanços da medicina.
Torna-se
ainda mais relevante quando levamos nossos alunos
a entender que todos nós somos parte integrante
dessa grande aventura humana na terra e que,
portanto, somos nós que fazemos a história,
em nossos cotidianos, realizações
profissionais, nossa vida familiar ou mesmo em
nossos estudos. Isso me faz lembrar de um poema
de Bertold Brecht, intitulado "Quem faz
a História", que reproduzo a seguir.
Nesse
aspecto, ao buscar informações
sobre a história, uma indicação
segura é navegar pelo site historianet
e, com base em suas indicações
de livros e filmes ou através de seus
textos:- Chegar a Lua, disputar as Olimpíadas
na Grécia Antiga, lutar ao lado de Tiradentes
na Conjuração Mineira, enfrentar
os nazistas na 2ª Guerra Mundial,...
João Luís Almeida Machado
Mestre em Educação,
Arte e História da Cultura (Universidade
Presbiteriana Mackenzie, em São Paulo);
Professor universitário atuando na Faculdade
Senac em Campos do Jordão; Professor de
Ensino Médio e Fundamental em Caçapava,
SP; escreve semanalmente na coluna Cinema e Educação
do Portal Planeta Educação
Envie e-mails de comentários, sugestões
e críticas para:
profjoaoluis@planetaeducacao.com.br
QUEM FAZ A HISTÓRIA
Quem construiu a Tebas das sete portas?
Nos livros constam os nomes dos reis.
Os reis arrastaram os blocos de pedra?
E a Babilônia tantas vezes destruída
Quem ergueu outras tantas?
Em que casas da Lima radiante de ouro
Moravam os construtores?
Para onde foram os pedreiros
Na noite em que ficou pronta a Muralha da China?
A grande Roma está cheia de arcos do triunfo.
Quem os levantou?
Sobre quem triunfaram os Césares?
A decantada Bizâncio só tinha palácios
Para seus habitantes?
Mesmo na legendária Atlântida,
Na noite em que o mar a engoliu,
Os que se afogavam gritaram por seus escravos.
O jovem Alexandre conquistou a Índia.
Ele sozinho?
César bateu os gauleses,
Não tinha pelo menos um cozinheiro consigo?
Felipe de Espanha chorou quando sua armada naufragou.
Ninguém mais chorou?
Frederico II venceu a Guerra dos Sete Anos.
Quem venceu além dele?
Uma vitória a cada página.
Quem cozinhava os banquetes da vitória?
Um grande homem a cada dez anos.
Quem pagava as despesas?
Tantos relatos.
Tantas perguntas.
Bertolt
Brecht
(1898-1956)