Construindo um mundo melhor
 

Nestes tempos de muita competição e dificuldades, a vida se transformou num salve-se-quem-puder. A condição humana parece que perdeu o valor. As pessoas estão começando a olhar para as outras só com desconfiança e cuidado, às vezes até com medo. Por isso, homens e mulheres criam barreiras quase intransponíveis para se proteger dos relacionamentos. Ninguém quer se aproximar de ninguém. Os amigos ficaram poucos e aquela conversa franca, agradável, sem compromisso, está com os dias contados. Por outro lado, todos concordam que esta não é a melhor maneira de viver. Se tudo continuar assim, teremos pela frente apenas o caminho do isolamento e da tristeza. Será que este é o mundo que desejamos para nossos filhos?

A responsabilidade de educar

Todos os pais deveriam ter em mente que estão preparando a nova humanidade, aquela que vai comandar o Terceiro Milênio e perpetuar na Terra a nossa descendência. Ora, queremos ter filhos que engrandeçam a raça humana e transformem todos os erros do passado em acertos que levem à evolução da nossa própria natureza. Parece difícil? Nem tanto.

Em geral os filhos admiram os pais e seguem seu exemplo. Podemos começar mudando nossas próprias atitudes, tendo mais compreensão, mais amorosidade, menos preconceitos, exercitando valores como a solidariedade e desenvolvendo maior consciência de nossa cidadania.

Depois, precisamos despertar e cultivar nas crianças a capacidade crítica, de discernimento, de sociabilização. E estimulá-las a ser alguém que saiba falar e ouvir. Alguém que consiga manter a sua volta sempre um clima de camaradagem e interação. Alguém que possa reconhecer os próprios limites e tenha naturalidade em expor suas dificuldades. Tudo isso para que, quando adultas, estejam aptas a participar, cooperar, construir.

Estamos falando da pessoa consciente, livre, independente, que se relaciona de forma construtiva com a comunidade, adotando um comportamento baseado na ética. Estamos falando do desenvolvimento da pessoa integral, apta a assumir seus papéis na vida de forma criativa e transformadora, pois é esta a função social do homem.

Pequenas atitudes, grandes resultados

Podemos ensinar aos nossos filhos o respeito à vida, ao semelhante e ao meio ambiente. Devemos começar com coisas simples, como não jogar papel no chão, não maltratar os animais, não danificar o patrimônio alheio. Pode parecer pouco, mas estas pequenas atitudes certamente vão moldar o caráter do futuro adulto e contribuir para o mundo melhor que todos desejamos.

Sílvio Ferreira Leite
Educador



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