Convivendo com as diferenças

É muito pequena a chance de alguém ter um filho com alguma anomalia. De cada 100 bebês, apenas três nascem com problemas. Na maioria dos casos, são doenças simples e curáveis. Anomalias graves são raras. Dentre elas, a síndrome de Down, vista como um acidente biológico, é a mais freqüente. Em todo o mundo, atinge uma em cada 800 crianças.

No passado, a vida de um portador de down era muito complicada, mas hoje tudo se tornou bem mais fácil. Os pais aceitam com certa naturalidade a condição do filho.

Ele tem acesso à escola e vive em contato permanente com outras crianças. Além disso, a Ciência contribui com medicamentos e exames, que garantem uma sobrevida maior ao portador da síndrome. Assim, ele tem condições de se desenvolver em seu próprio ritmo, mas como outra pessoa qualquer.

Quando criança, pode brincar e correr. Na idade escolar, vai encontrar alguma dificuldade no aprendizado, principalmente por ser dispersivo e raciocinar com mais lentidão. Mas isso não o impedirá de estudar, fazer cursos profissionalizantes e trabalhar na vida adulta, o que até bem pouco tempo atrás era impensável.

A Apae, Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais, de São Paulo, abriga uma entidade chamada Centro de Preparação para o Trabalho, CPT. Lá, vários jovens estão sendo preparados profissionalmente para ser integrados ao mercado de trabalho. Esta é mais uma demonstração clara de que os preconceitos cedem lugar à convivência, graças ao trabalho de pais, professores e profissionais de saúde, que lutam para que todos saibam aceitar as diferenças.